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O Símbolo dos Stones: tem como medir o valor da marca?

Quando observamos um ícone de figura e cores expressivas, e conhecido no mundo inteiro como os famosos língua e lábios carnudos da banda Rolling Stones, podemos imaginar que tal trabalho já valha milhões, bilhões de dólares, euros etc. Achamos que aquela arte já nasce rica, que o designer recebeu um bom valor. Entretanto o caso desta empreitada vai além do óbvio e traz curiosidades, mostrando que envolvem muito mais questões.

Há 6 anos atrás o museu londrino V&A anunciou que comprara a arte original (essa que está na capa do artigo) por 92.500 libras, que convertido hoje daria quase 375 mil reais. Interessante saber porque em 1970 o mítico logo fora desenhado pelo então estudante de design John Pasche e ele foi remunerado em 50 libras pela sua concepção. E vem o questionamento, por vezes até travestido de confusão, sobre o valor pago pela criação de logotipos e identidades visuais e o valor real de mercado da marca, que pode ser infinitas vezes maior.

Mick Jagger poderia pagar um pouco mais pelo que ele pediu? Talvez, mas esse não é o mérito da questão. Os Rolling Stones já tinham êxito e fama na década de 60, rivalizavam com os Beatles, o valor da marca (brand) da banda por si só já era ascendente. Porém eles necessitavam da representação gráfica, para exprimir o que eles vinham conquistando. John Pasche concretizou o que o bandleader mensurava - ser uma figura irreverente, sexual e anti-autoritária. De acordo com John, esse foi o briefing passado por Jagger.

A língua é um dos combustíveis que ajudaram os Stones a crescerem vertiginosamente nas décadas seguintes, é a cara, a tatuagem da banda. Mas ela não é solitariamente a marca, faz parte de um aglomerado. A marca também é Jagger, Richards, Watts, Wood e todos os membros que não estão mais. A marca são as músicas, a postura eternamente vanguardista e rebelde do conjunto. A marca são as canções, os discos, são os fãs e o amor e veneração que eles possuem. Difícil calcular quanto vale a marca Rolling Stones.

Jagger sempre foi ligado em arte e design, quando pensou no símbolo desejava por a banda em patamares diferenciados na música e fora dela. E a língua com a boca, vermelhas, carnudas sensuais e desleixadas se torna o marco no design gráfico e por 50 libras achou o cara certo que acendeu o pavio para o fenômeno explodir de vez.

A seguir, de bônus, algumas aplicações incríveis com o distintivo dos Stones.










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